Um poema...

Dentre tantas coisas que recebo na rede, destaco o poema abaixo.
Presença implacável de Wally Salomão.
Beijos,
Jussara

 
Balada de um Vagabundo
 
Eis o Sol, eis o Sol
Apelidado de astro-rei
Eis que achei o grande culpado
Desse meu viver destrambelhado
D'eu perambular pirado
Meu coração lacrado
Maracujá de gaveta dum prédio
Vazio num terreno baldio
Sepultado e logo após abandonado
Repare o crime senhor juiz
Pare senhor juiz
Ignoro a rua, o bairro e a carteira de identidade
Não me pergunte de ser portador
Do número xis do CIC
Me deixa feliz
Serei chegado a um sal
Qual a espada afiada que separa
O bem do mal?
Eis o Sol, eis o Sol
Apelidado de astro-rei
Eis que achei o grande culpado
Desse meu viver destrambelhado
Me viro no ce do centro
No porta-malas da estação central
Dançarei pelado na cratera da lua
Mesmo sem saber onde termina
A minha e onde começa a sua
Rebolarei embaixo da marquise
Triste trópico paraíso
Se eu dissesse que eu ia
Você ia e eu não ia
Deixa a tristeza deitar
Rolar na minha cama
Um milhão, trilhão de vezes
Reviro alegria
Salto pro amor
Um vício só pra mim não basta
É uma inflação de amor incontrolável
Tá lotado, tá repleto de virtude
E vício, meu céu
Um galo sozinho levanta a crista
E cocorica seu escarcéu
Um vício só pra mim é pura cascata
Eu marco treze pontos
Sou pule premiada no jogo do bicho
Eu sou o beijo da boca do lixo na boca do luxo
Eu sou o beijo da boca do luxo na boca do lixo

Waly Salomão
(musicado por Frejat e cantado por Cazuza. uaaau.)
 


Escrito por Jussara Silveira às 13h25
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Companheiro musical!

Luiz Ariston, compositor e poeta baiano, radicado em São Paulo, é um companheiro musical de longa data; das suas canções, gravei algumas, outras foram gravadas por Lan Lan e Toni Costa , seus parceiros,  e ainda marca presença no cd Moinho.  Na foto, lá nos primórdios, duas crianças procurando a vida na canção: procura interminável, assim como o sonho, nunca acaba.
 
Além de me encantar com sua música,  Luiz Ariston Dantas, me presenteou com o livro  REFLEXOS DO CH’AN – Poesia Budista Brasileira, que acabou de lançar pela Scor Tecci Editora, ele soube escutar o meu canto.

Beijos,
Jussara


Escrito por Jussara Silveira às 12h14
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